Hoje é sexta-feira, 26 de dezembro, conhecido como Boxing Day em alguns países* e, em todo o mundo, como a Festa de Estêvão, que foi o primeiro mártir cristão.
Ao entrar em oração agora, faço uma pausa para me aquietar; para respirar lentamente e para reorientar meus sentidos dispersos na presença de Deus.
Oração de Aproximação
Senhor, ao reservar este tempo para buscar a tua face, que a maravilha do teu nascimento, a esperança da tua presença no mundo e a quietude da tua paz nasçam de novo em mim.
Eu escolho me alegrar na proteção e provisão de Deus hoje, unindo-me ao antigo louvor de todo o povo de Deus com as palavras do Salmo 91…
Aquele que habita no abrigo do Altíssimo encontrará descanso à sombra do Todo-poderoso.
Isto eu declaro a respeito do Senhor: ele é meu refúgio, meu lugar seguro, ele é meu Deus e nele confio.
Por ser a Festa de Estêvão, estou concentrando minhas orações hoje em uma história claramente não natalina: o relato impactante do primeiro mártir cristão…
E, prendendo Estêvão, levaram-no ao Sinédrio…Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus de pé, à direita de Deus, e disse: “Vejo o céu aberto e o Filho do homem de pé, à direita de Deus”. Mas eles taparam os ouvidos e, gritando bem alto, lançaram-se todos juntos contra ele, arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto apedrejavam Estêvão, este orava: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”. Então caiu de joelhos e bradou: “Senhor, não os consideres culpados deste pecado”. E, dizendo isso, adormeceu.
E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estêvão.
Naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria.
Talvez pareça estranho, um dia depois do Natal, focar em uma história tão chocante. Mas a Festa de Estêvão é um lembrete anual de que, para milhões de pessoas, a mensagem de Emanuel – Deus conosco – é uma questão de vida ou morte. Meus irmãos e irmãs em Cristo, em muitas partes do mundo, não estão acordando esta manhã com pilhas de presentes e uma geladeira cheia, mas sim sob cruel perseguição por sua fé. Eles sabem muito bem que o bebê na manjedoura cresceu para ser desprezado, rejeitado e crucificado. Estêvão foi o primeiro de 70 milhões de mártires cristãos, dos quais mais de dois milhões morreram apenas nas primeiras duas décadas deste século.**
“Se perseguiram a mim”, disse Jesus, “perseguirão também a vocês” (João 15.20). Estou enfrentando alguma forma de oposição por minha fé? Se sim, de que maneiras? E se não, graças a Deus! Mas por que será?
Volto minhas orações para fora, imaginando a dor daqueles que estão separados de suas famílias neste Natal por causa de sua lealdade a Jesus. E oro também pelo trabalho vital das agências que oferecem defesa e apoio à Igreja Perseguida ao longo do ano.***
Ao retornar à passagem, noto as expressões contrastantes nos rostos daqueles que olham para Estêvão, atirando pedras, e do próprio Estêvão, olhando para o céu em oração e adoração…
E, prendendo Estêvão, levaram-no ao Sinédrio…Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus de pé, à direita de Deus, e disse: “Vejo o céu aberto e o Filho do homem de pé, à direita de Deus”. Mas eles taparam os ouvidos e, gritando bem alto, lançaram-se todos juntos contra ele, arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto apedrejavam Estêvão, este orava: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”. Então caiu de joelhos e bradou: “Senhor, não os consideres culpados deste pecado”. E, dizendo isso, adormeceu.
E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estêvão.
Naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria.
Em janeiro de 1956, Jim Elliot, de 28 anos, foi morto na floresta tropical equatoriana, junto com quatro amigos, ao tentar levar o evangelho à tribo Huaorani. A morte desses cinco jovens chocou o mundo, ganhando as manchetes internacionais. Pode não ser exigido que eu morra por minha fé, mas as vidas e mortes de pessoas como Jim Elliot e Santo Estêvão me desafiam profundamente. “Somos tão totalmente comuns”, escreveu Jim Elliot…
Somos pacifistas espirituais, não militantes, objetores de consciência nesta batalha de vida ou morte contra principados e potestades nas regiões celestes… contentes em ficar sentados e deixar os inimigos de Deus sem contestação. O mundo não pode nos odiar, somos muito parecidos com ele. Ah, que Deus nos tornasse perigosos! ****
Oração de Rendição
Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Por isso, ofereço-me hoje, aconteça o que acontecer, como sacrifício vivo. Resgata-me, Senhor, dos padrões deste mundo. Transforma-me pela renovação da minha mente, para a glória do teu nome, que cresce sem cessar. Amém (Adaptado de Filipenses 1.21, Romanos 12.1).
Promessa de Rendição
E agora, enquanto me preparo para levar este tempo desafiador de oração para o dia que começa, o Senhor que me ama me assegura que:
Falei essas coisas para que em mim vocês tenham paz. No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo.
Oração Final
Pai, ajuda-me a viver este dia plenamente, sendo fiel a ti, em tudo.
Jesus, ajuda-me a doar-me aos outros, sendo gentil com todos que eu encontrar.
Espírito, ajuda-me a amar os perdidos, proclamando a Cristo em tudo o que eu fizer e disser.
Amém.
* O Boxing Day começou no Reino Unido e se espalhou pelo Império Britânico. A explicação mais provável de sua origem é uma tradição medieval de dar “caixas” (presentes) de Natal aos comerciantes e aos pobres.
** Dr. Todd M. Johnson, Professor de Cristianismo Global e Missão no Gordon Conwell Theological Seminary.
*** Veja, por exemplo, A Voz dos Mártires (www.persecution.com), Portas Abertas (www.opendoors.org) e a CSW, que aconselha governos enquanto defende cristãos perseguidos em mais de 20 países na África, Ásia, América Latina e Oriente Médio (www.csw.org.uk).
**** Elisabeth Elliot, A Sombra do Todo-Poderoso – A Vida e o Testemunho de Jim Elliot (Authentic Classics, 2005), p. 79.